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  • Marcio Nobre

Antecipação da herança e o ensinamento da família Solomon*

Tempo de leitura: 3 minutos

“Pouco antes do 18 (décimo oitavo) aniversário de Zachary, Katherine havia se reunido com a mãe e o irmão e ouvira a conversa dos dois sobre se deveriam ou não segurar a herança de seu sobrinho até ele ficar mais maduro. Era uma tradição secular do clã Solomon transferir para todos os filhos que completassem 18 anos uma fatia extraordinariamente generosa do patrimônio da família. Os Solomon acreditavam que uma herança era mais útil no início da vida de alguém do que no final. Além disso, confiar grandes porções da fortuna familiar a jovens descendentes cheios de energia tinha sido fundamental para aumentar a riqueza da dinastia.” (BROWN, Dan. O Símbolo Perdido. A família Solomon é parte dos personagens do livro e a passagem copiada está retratada na pagina 207 edição de 2009 pela editora Sextante).

Minha bandeira tem sido falar sistematicamente sobre o planejamento sucessório, tanto que resolvi criar este blog para expressar e compartilhar este tema específico pouco desenvolvido no Brasil.

O planejamento sucessório evita o inventário e todos os seus males (quer saber os principais problemas do inventário? clique aqui).

O planejamento sucessório organiza seu patrimônio. Ele viabiliza o planejamento tributário reduzindo a carga com impostos no dia a dia dos seus negócios.

Possibilita ainda a antecipação, de forma inteligente e econômica, da herança aos seus filhos, visando justamente o fortalecimento deles e dos negócios da família.

Deixar que seus descendentes usufruam do seu patrimônio somente após sua morte pode podá-los de aproveitar as melhores oportunidades enquanto jovens e cheios de energia.

Lógico que há filhos que ainda não estão preparados, mas será que você não tem uma parcela de culpa ao fazer tudo por ele? Ou, será que não está exagerando ao lhe negar tudo sob o fundamento de que ele tem que conquistar as próprias coisas para dar valor?

Conheço famílias ricas que preparam  seus filhos para essa antecipação e experimentar alegrias com uns e decepções com outros filhos, nem tudo é perfeito.

Por outro lado, também conheço outras que preferem que seus filhos batalhem por suas coisas, pois assim darão mais valor em suas conquistas, contudo percebo às vezes uma luta inglória de filhos trabalhando arduamente sem conseguir nada além do básico para o pagamento de suas despesas mensais, e quando estão em idades mais avançadas recebem herança pela morte dos seus pais e como não possuem aquele vigor jovem para os negócios, não fazem nada com este patrimônio herdado a não ser guardá-lo para ser inventariado novamente, agora com sua própria morte.

Percebam que é um ciclo vicioso negativo em que de geração em geração só quem aproveita é o Governo e advogados, pois esse patrimônio só serve para ser inventariado, sendo corroído pela tributação, inflação, honorários advocatícios e demais despesas do inventário, perdendo sempre oportunidades de negócios.

Acredito fortemente que vale a pena a reflexão no sentido de planejar a sucessão do seu patrimônio e ainda, porque não, antecipar parte deste aos seus descendentes em determinada idade, correndo o “risco” de ver seu patrimônio se multiplicar ainda mais, aproveitando todo o vigor do jovem e com você ao lado dele sendo o mentor nos negócios que eles pretendem trilharem ou dar continuidade aos seus.

Se ficou interessado e quer estudar um pouco mais o assunto, temos muitos posts aqui no blog que vão nortear suas decisões com consciência. E se tiver alguma dúvida, não exite em perguntar nos comentários.

Gratidão pela leitura!

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