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Preocupação: Doença ou combustível?

Tempo de leitura: 4 minutos


Desde que me entendo por gente convivo com essa sensação, sempre fui muito preocupado, sempre quisera “controlar o meu futuro”, o que seria amanhã, depois de amanhã, semana que vem, daqui à 5 anos, enfim, é uma constante na minha vida desde criança.

Sei que muitos consideram a doença do século, pois é a preocupação com o futuro que gera a famigerada ansiedade.

Pra mim é muito inseguro se sentir seguro, me incomoda demais a zona de conforto, por isso estou sempre preocupado. Posso estar contente com algo, mas nunca satisfeito.

Tenho conceitos um pouco invertidos das coisas que me ensinaram. Por exemplo ter um “emprego seguro”, nunca me senti seguro em emprego nenhum. Já fui empregado em algumas empresas, nunca fui despedido, eu mesmo pedi para sair, mas ainda assim nunca me sentia seguro.

Da mesma forma, não estou seguro do que estou fazendo hoje em dia. Sempre me preocupo com o que poderá acontecer, é uma constante. É como disse recentemente em uma rede social: prefiro a loucura mental do que a tranquilidade do tédio.

Na fase adulta, a preocupação continua e entendo que ela é meu combustível para o progresso. Preocupação não é doença, ela também pode ser sinal de saúde. Se você não está preocupado, não está arriscando o bastante.

Minha ambição não permite acreditar na teoria da não preocupação que se prega atualmente, no sentido de que quanto menos o indivíduo tiver, menos terá com que se preocupar.

A maioria das pessoas agarra-se à segurança como se fosse a coisa mais importante do mundo. E a segurança parece ter muito a seu favor. Faz com que a pessoa se sinta protegida, é como estar numa cama quentinha em noite de inverno. Cria uma sensação de tranquilidade.

Vejo atualmente muitos jovens embarcando nesta teoria, acredito que apoiados na sensação de segurança que seus pais lhe dão ao oferecer todo o conforto de casa, comida e roupa lavada. Me pergunto: e o futuro? Os pais não duram pra sempre, e também o dinheiro não.

Os devotos de disciplinas místicas e meditacionais (especialmente as asiáticas) vão mais longe, valorizam tanto a tranquilidade que, em muitos casos, estão dispostos até a suportar a pobreza em nome dela. Algumas seitas budistas, por exemplo, afirmam que não se deve lutar pela posse de bens materiais, e que a pessoa deve até abrir mão dos bens que possui.

Tenho um conceito de tranquilidade inversa, pra mim estar “tranquilo” é saber que poderei ter uma velhice sem depender do INSS, de caridade, de Hospital Público, de poder comer o que tiver vontade e não o que o dinheiro contado possa me proporcionar. Isso pra mim é tranquilidade.

Não deixo de viver o presente, aproveito os momentos, só não deixo de me preocupar, não paro de me arriscar e fazer com que os riscos valham à pena.

A vida em sí é um grande risco e, como dizem, para morrer basta estar vivo. Mas é possível sempre buscar a minimização dos mesmos, por isso criei o blog Planejador Jurídico, onde produzo e compartilho os conhecimentos e experiências de um planejamento para uma vida com o mínimo de segurança e “tranquilidade”.

Para entrar em qualquer jogo com o mínimo de segurança é preciso estudar as regras, treinar, pesquisar para que você possa jogar e arriscar sem tanto medo. O medo de arriscar impede seu crescimento!

Efeitos físicos

Sim, como disse sou muito preocupado, a cabeça não para, e atualmente também tomo remédios psiquiátricos para minimizar os efeitos colaterais desta sensação. Por outro lado, estou na busca para não depender destas drogas sintéticas, estou fazendo uma melhor alimentação, realizo exercícios físicos, faço meditação para organizar os pensamentos.

Também tenho uma organização de agendas e anotações para dar conta dos projetos envolvidos bem como uma equipe extraordinária selecionada a dedo para me garantir toda a “tranquilidade” (no meu conceito) necessária.

Não me queixo da preocupação, a utilizo como combustível para atingir os meus propósitos, estou aprendendo constantemente a conviver com a ela sabendo que são os ossos do ofício para um objetivo maior.

Para deixar organizado os pensamentos e minimizar os impactos da preocupação, um dos remédios não sintéticos são a organização mental e física de tudo que você se relaciona, quer seja na vida pessoal, profissional e dos bens materiais que possui.

Gratidão pela sua leitura.

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